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Cozinha de solteira

Cozinha de solteira

Era algo que há muito queria ter. Adiava porque o produto não é muito vendido em Portugal e não tinha a certeza que a utilização justificava a despesa inicial ou a ulterior. O custo dos sacos/rolos não iria anular a poupança que fiz com a compra? A vergonha do desperdício foi maior e quando me pediram uma sugestão para prenda de Natal, não hesitei. 


 


Mas não foi fácil.


 


Nas grandes superfícies é frequente ver 3 marcas: Clatronic, Flama e Krups. Claramente era esta última que me inspirava mais confiança e por isso foi a primeira a ser comprada. Grande erro, nunca funcionou e foi prontamente devolvida. 


 


Já havia eliminado a possibilidade de comprar uma máquina na AMAZON pois cedo percebi que são máquinas sensíveis, há modelos que têm vários problemas e o apoio pós-venda seria sempre demasiado caro, pois implicaria o envio para o Reino Unido ou Estados Unidos. Fora de questão. A única hipótese seria comprar uma das máquinas da marca mais conhecida nos EUA - FoodSaver - na Pixmania. Porém, os preços em vigor e as reclamações que vi (no site Amazon dos EUA) em relação aos modelos disponíveis, fizeram-me excluir a hipótese. 


 


Concluí que corria menos riscos com a Clatronic ou Flama, marcas que não me inspiravam confiança, que com a FoodSaver. 


 


E qual não é a minha surpresa quando descubro algo: a FLAMA é uma marca portuguesa que tem 2 assistências técnicas autorizadas na cidade onde vivo. Senti-me uma verdadeira idiota. 


 


No dia seguinte comprei uma máquina de selar sacos com vácuo FLAMA. Basicamente, foi este o meu processo até à compra final.


 


 


 


Com mais um bocadinho de tempo, tentarei mostrar como funciona.


 


Embalei cenouras, quase a criar plantas no frigorífico (coisas de gaja solteira, os sacos nunca são suficientemente pequenos), em doses menores; embalei sacos de farinha, para que não ganhem humidade e se estraguem (como não tinha o armário organizado, descobri que tenho 4 pacotes de farinha com fermento).


 


Só comecei este fim de semana, pelo que ainda não posso atestar que realmente sela em vácuo por períodos longos de tempo.


 


Todavia, há umas coisitas que gostava de dizer aos senhores da FLAMA, em jeito de carta aberta:


 


1. Num momento em que há uma forte valorização do produto nacional, não apostar na publicidade que divulgue a marca como portuguesa e como tendo assistência técnica em vários locais do país, é desperdiçar uma oportunidade.


 


2. Numa fase em que, cada vez mais se fala em poupar e comprar em quantidade, quando os preços estão mais baixos, não aproveitar esse nicho de mercado é desperdício. Neste momento, a máquina de vácuo da FLAMA não tem competição no mercado nacional e não aproveitar isso, é incompreensível.


 


EU EXPLICO-VOS COMO SE FAZ:


 


1º Fazem publicidade pelos meios habituais: papel, internet, etc.


 


2º Colocam um vídeo com demonstração do produto não só na página do produto (onde não está), como nas redes sociais, de modo a que se possa propagar entre consumidores e potenciais consumidores. O vídeo que existe e que só encontrei no site, por mero acaso, tem falhas não só a nível do som como no divulgar das potencialidades do produto. 


 


3º Apostam na comunidade de blogs em que está a emergir um movimento de frugalidade e poupança:


a) Com um sorteio de uma ou mais máquinas; e/ou


b) Oferecendo a máquina a alguns membros da rede social que experimentariam e teriam maior impacto na divulgação; e/ou


c) Oferecendo vales de desconto para os sacos e rolos (o que iria, necessariamente, publicitar a máquina).


 


4º Actualizam as páginas dos produtos para que não surja uma mensagem de produto indisponível quando se tenta comprar ou descobrir onde comprar.


 


São apenas ideias de meia dúzia de neurónios. Mas custa-me ver uma empresa portuguesa a desperdiçar uma óbvia oportunidade de negócio.


 


Eu dou uma ajudinha:


 


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